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17 dezembro 2016

Dor e hipertensão

Olá, meus queridos leitores deste dolorido blog.
Espero que estejam conseguindo se manter firmes, apesar dos problemas referentes à saúde, como também aos relacionados com a crise em curso no nosso país.

 
Então... Depois de dois anos e dois meses sem postar, fica difícil esclarecer meu sumiço, mas tudo sempre tem uma boa explicação, o caso é que ela ainda não vem neste post. Tenho algo muito importante a dizer sobre isso, mas não será agora!!!

17 fevereiro 2014

Desabafando um pouco


Olá, queridos leitores!
O texto abaixo foi escrito por mim no dia cinco de fevereiro deste ano.
 

Textos pesados como este eu só publico depois de passado algum tempo de tê-lo escrito. Sofrimento já basta o meu e não quero ser motivo de preocupação para ninguém.
Segue o texto.

08 julho 2012

Muita dor!



Muita dor... Este é o motivo principal para eu escrever uma postagem depois de tanto tempo.
E poderia ter outro motivo? Se a dor é o pior sintoma da fibromialgia?
Alem das dores ainda temos uma infinidade de outros sintomas quase tão insuportáveis quanto a dor. São tantos que não

01 abril 2012

Meio século! Apenas, meio século!



Quem diria?!
Meio século vividos!
Acabei de completar 50 aninhos e estou comemorando muito!
Se eu chegar a viver até

09 abril 2011

Tem fibromialgia? Então, sem calmante não dá!


Durante todo o tempo em que precisei esperar, eu consegui manter a calma, apesar dos altos e baixos que surgiram.
O que eu estava esperando? Pegar a chave do meu castelinho, levar as minhas caixinhas para lá, para enfim, começar a viver minha nova vida.
De dezembro até agora eu estou literalmente encaixotada aguardando anciosamente por

30 janeiro 2011

Luta pela paz

É como eu digo no SOU ASSIM, detesto brigas, discussões e grosserias.
Tenho certeza que evito este tipo de coisas por causa da minha sensibilidade.
Pensam que gosto de ser assim? Não. Detesto! Mas tenho que me aceitar e procurar fazer algo a respeito, tentando me fortalecer ou procurando me proteger.
Lembro-me que na escola quando alguém me ofendia ou dizia algo que merecia resposta,

12 janeiro 2011

Energias trocadas

Assim como todo mundo, já convivi com vários tipos de pessoas e como não sou psicóloga e nem psiquiatra não tenho condições de classificar ninguem.
Achei difícil o convívio com uma pessoa que dizia saber que era “pesada”. Fiquei surpresa

26 dezembro 2010

Tristeza


Ela aparece quando menos se espera.
Assim é a vida!
Estamos felizes e de repente acontecem coisas que tiram nosso chão, nos deixam tristes, nos fazem chorar e causam sofrimento.
Na maior parte do tempo vamos vivendo sem se lembrar da existência de

20 dezembro 2010

Inocência perdida


Fui perdendo a inocência ao longo da caminhada enquanto passava pelos tropeços que a vida impõe.
Quando tinha minha inocência, eu era feliz por não conhecer as mazelas da vida. Sorria muito, chorava pouco e vivia na maior tranqüilidade, claro que tinha problemas, mas eram corriqueiros e todos solucionados com facilidade. Os piores problemas,

26 outubro 2010

Chama o Dr. Freud



Agora que meus piores problemas estão sendo solucionados e estou mais tranqüila e feliz, eu entro em crise! Nem Dr. Freud conseguiria explicar isso.
Minhas piores dores sempre aparecem depois de passar por algum estresse e para essa crise não tenho explicação. Será um efeito retardado, causado por

07 outubro 2010

A alegria durou pouco


Ontem foi um dos dias mais felizes que tive nestes últimos meses.
Por quê? O motivo é banal para a maioria das pessoas, mas não para mim. Senti-me como uma adolecente ganhando a liberdade da rua. Eu estava saindo de casa sem medo, sem as

28 setembro 2010

Apatia - O retorno

Já descobri por que eu estava com o que chamei de preguiça na ponta dos dedos. Foi a minha “queridíssima” depressão que voltou. Aliás, nunca foi embora, só estava hibernando como já fez algumas vezes.
O que chamei de preguiça foi aumentando, aumentando, lentamente, até que me dei conta de que estava bem deprimida.
Não sei se ela voltou porque eu engordei ou se engordei porque

24 agosto 2010

Metamorfose


Com 48 anos nas costas não me arrependo de nada do que fiz ou do que deixei de fazer, as coisas vão acontecendo e sempre decidimos fazer o que, naquele momento, é o melhor para nós. 
Depois que adquiri a Fibromialgia eu passei a dizer que nem um câncer me derruba.
Eu comparo o meu sofrimento ao sofrimento de uma pessoa com câncer porque

27 março 2010

Fibromialgia, desânimo, cansaço e depressão


Desânimo! Como me livro disso?
Junto com ele vem o cansaço, a falta de vontade, o desinteresse, a dor no peito e muita tristeza por tudo isso.
No inverno eu culpo os dias nublados e agora ponho a culpa em quem?
Olho ao redor e vejo TUDO! Tudo o que preciso eu fazer, o que tenho que fazer e o que eu gostaria de fazer, mas nada faço. Continuo aqui parada me sentindo uma droga!
 

Parada em termos porque pelo menos estou escrevendo. Não sinto necessidade de ficar conversando ou desabafando com pessoas, não posso dizer que não converso porque falo com meus cachorrinhos o dia todo. Escrever tem me ajudado muito, faz com que eu me conheça melhor e perceba mais coisas, faz com que o pensamento crie forma e vá se desenvolvendo mais lentamente e com mais detalhes e consigo organizar melhor as coisas aqui dentro. Cada louco tem sua mania não é mesmo?
Este é um dos motivos que me levaram a criar um blog. Porque tenho que descartar o que estou escrevendo? Talvez possa ser útil a alguém. Estou em expondo? Claro! Mas não tenho nada a esconder. Muitas vezes tenho que pensar bem sobre o que estou escrevendo e ter certos cuidados porque não posso e não quero prejudicar outras pessoas.
Só não sinto desânimo aqui na frente desta telinha. O computador foi meu grande companheiro nas horas em que tive muita dor e sofrimento na pior fase que passei com a fibromialgia, sem ele eu teria enlouquecido.
Esse desânimo que sinto é terrível. Geralmente acordo pela manhã super animada, hoje vou fazer isso, aquilo e aquilo outro. Vou ao banheiro, tomo o meu café, alimento meus cãezinhos, rego as plantas e nesse meio tempo toda aquela vontade tão necessária para mover uma pessoa, desaparece, ando pela casa tentando encontrar algum animo, mas é em vão, pego uma coisa, largo, pego outra e largo também, olho para tudo e desanimo ainda mais.
O que eu tenho feito é não ficar me cobrando muito porque se eu fizer isso passo a me sentir pior do que já me sinto.
Apesar de tudo, sou uma pessoa afortunada, posso ir ao supermercado e comprar as coisas de que preciso só que não tenho vontade, tenho dois cãezinhos lindos que fazem o maior sucesso na rua, mas não tenho vontade de sair, nada me impede de ir ao salão fazer as unhas, mas não tenho vontade, aliás, minha vaidade foi para o espaço, sei que preciso sair para caminhar, mas não tenho vontade, eu poderia ir ao shopping comprar uma roupa nova ou um sapato, mas não tenho vontade e assim é.
Não tenho vontade! Muitos podem me dizer que esta vontade está dentro de mim, certamente ela está, mas em algum lugar inacessível.
Algumas vezes eu procuro pelo entusiasmo de outras pessoas para tentar me contagiar e ser feliz e normal por pelo menos algum tempo.
Não se contaminem com o meu desânimo e desejem nunca senti-lo.


Sem tudo

Sem vontade, sem finalidade, banalidade
Sem desejo, sem ensejo, bocejo
Sem querer, sem prazer, pesar

Sem vaidade, sem deidade, verdade
Sem zelo, sem apelo, anseio
Sem viver, sem mover, desvanecer

Sem disposição, sem satisfação
Sem ação, sem criação
Sem nada

O texto acima, inclisive esta poesia primitiva, são de minha autoria.

Se desejarem ler boas poesias é só dar uma espiada aqui:

* * * * *

12 março 2010

Fibromialgia e sexo... Escrever sobre ele ou não?

Porque não?
Aqui todos são adultos, maduros e equilibrados. Menos eu.
Vivemos em sociedade e a coisa mais fácil é julgar, o difícil mesmo é se colocar no lugar do outro.
Em outros tempos, eu me sentiria insegura para escrever sobre sexo, mas agora estando mais madura é mais fácil, para eu me sentir menos vulnerável é só deixar claro que não estou interessada em encontrar outra pessoa. E também não vou escrever nada de mais.
Acham que estou muito preocupada? Talvez.
Muitos não se preocupam com o que estão escrevendo, deveriam pensar melhor porque toda e qualquer atitude, por mais simples que seja, tem suas conseqüências.
Abordarei o tema com fibromialgidade (acabei de criar esta) e não com sensualidade.
Não tenho estado muito entusiasmada pelo tema sexo, porque depois da aventura são pelo menos três dias com dores mais fortes e em diversos lugares.
Para os fibromialgicos é assim, sexo tem preço!
Depois de estar por alguns momentos/horas (Nossa! Será?) em puro estado natural, livre e instintivo, e não sem dificuldade quanto á grandes performances, tenho que enfrentar o inevitável dia seguinte.
A pele pode estar linda e radiante, mas o corpo, um lixo!
Dói quase tudo! Dói o quadril, as pernas, os ombros, os braços, o pescoço e as costas, esta última nem precisaria mencionar porque dói todos os dias.
Só não doem os olhos, o nariz, a boca, as orelhas, o cabelo, e tem mais o desconforto da fraqueza que sinto nos braços.
Vou usar uma frase que já ouvi. Não se preocupem, estou bem, só dói quando respiro!
De todos os sintomas da fibromialgia, a dor é o pior.
Dor nunca é bom, mas neste caso até vale a pena!
O texto acima é de minha autoria.
Querem ler um texto interessante?
“O menino de mim”
Está no blog de um jovem poeta http://daviroballo.blogspot.com/
Eu achei lindo! Tem muita sensibilidade e é forte.
Parabéns Davi Roballo

09 fevereiro 2010

Fibromialgia e depressão. Para onde foi a minha resiliência.


O que é resiliência?
Definição que encontrei na net:

Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.
A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão
de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico.

Abaixo o texto é de minha autoria.
Andei lendo um pouco sobre a tal resiliência e descobri que em algum momento e em algum lugar eu a perdi!
O estresse nunca me afetou tanto como agora, sinto que conforme os anos vão passando, vou ficando mais covarde e mais sensível, deveria ser o contrário, a experiência adquirida deveria me tornar mais forte.
Eu tinha a impressão de que me tornei mais vulnerável por causa da depressão, mas conforme fui lendo sobre a resiliência cheguei à conclusão de que posso ter adquirido a depressão por estar com baixo grau de resiliência e certamente a fibromialgia veio como conseqüência. É claro que a fibromialgia não surgiu do nada, depois de passar por situações difíceis que me deixaram bem abalada, fui para o fundo do poço e depois disso desenvolvi esta síndrome.


Resiliênte é o que não tenho sido ultimamente! Resiliência é a capacidade humana de vencer as dificuldades por mais traumáticas que sejam. É a capacidade de adaptação, recuperação e flexibilidade, é a habilidade de reagir positivamente e com equilíbrio quando exposto ao estresse, adversidades sucessivas, pressão e etc... Também é a capacidade de encontrar seus próprios recursos para sair fortalecido das adversidades.
Uma pessoa resiliênte não é invulnerável, ela só não se abate. Ela tem a capacidade de se reerguer depois de passar por experiências difíceis, de garantir a sua integridade em momentos críticos, de se adaptar ás situações impostas e utilizar as experiências difíceis como aprendizado para reverter as situações a seu favor.
Segundo o que li, ser resiliênte é olhar para os fatos em si, sem se deixar levar pelas emoções causadas por eles. Nesta fase da minha vida não tenho reagido desta forma, já andei melhorando muito, mas preciso mudar muitas coisas ainda. Não é um passo fácil e sei que não vou conseguir um resultado imediato, vai ser um caminho bem longo e cheio de adaptações que em alguns momentos darão certo e em outros não.
Dizem que qualquer pessoa pode se tornar resiliênte descobrindo novas formas de lidar com a vida e é isso que preciso fazer. Preciso mudar meu pensamento, meu estado de espírito, minhas ações e meu comportamento perante as dificuldades e aprender a superá-las sem me abalar tanto.
Uma pessoa resiliênte sabe administrar as emoções e tem a habilidade de se manter calma sob pressão, sabe controlar seus impulsos para não agir impulsivamente, tem um comportamento otimista sentindo que as situações ruins e difíceis futuramente irão mudar para melhor, sabe analisar o ambiente e identificar as causas dos problemas e adversidades, é auto-confiante, têm empatia e consegue perceber os estados emocionais e psicológicos das outras pessoas e consegue se conectar melhor com os demais facilitando assim a solução dos problemas.
Essa é a descrição de uma pessoa resiliênte. Parece perfeita, não é? Será que é possível ser assim? Não sei, mas vou tentar me aproximar ao máximo disto sem me tornar algo que não saberei reconhecer, ou seja, sem me tornar uma pessoa fria e calculista!
O Texto acima é de minha autoria.

Em vários sites que andei lendo encontrei uma comparação interessante:
”O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício. Se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas”.

Encontrei também esta frase:
“O problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema.”(Kelly Young)

No site abaixo, tem boas dicas para se tornar resiliênte:
Existe dois tipos de indivíduos, aqueles que nascem e os que se tornam resilientes.
Todos nós podemos nos tornar resiliêntes. Seguem algumas dicas:
- Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
- Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.
- Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar.
- Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se".

Continue lendo aqui:
Fonte: http://depoisdodiva.blogspot.com/2009/10/resiliencia.html

* * * * *

01 fevereiro 2010

Marionete da Fibromialgia



"Boneco de fio" ou "marionete" é um boneco movido por meio de cordões que são manipulados por uma pessoa.
É exatamente assim que ando me sentindo!
A Fibromialgia está comandando totalmente a minha vida. É ela quem decide se vou sair para me divertir um pouco, se vou cuidar da minha casa, se vou namorar, se vou conseguir fazer o almoço e lavar a louça. Todas essas coisas são do cotidiano e muito simples de serem feitas, mas em determinados dias fica impossível realizar qualquer uma delas!
Fiquei impressionada quando me dei conta de que não passo por nenhum momento do meu dia sem pensar nela ou sem lembrar que ela existe. Sinto dor todos os dias e não adianta tomar os remédios porque eles não tiram a dor totalmente, só ameniza um pouco, com ou sem eles não muda muita coisa, então acabo decidindo por não toma-los para não ficar me intoxicando por tão pouco.
Quando preciso sair por algum motivo sei que quando retornar não vou conseguir fazer nada por causa do cansaço, mas o pior fica para o dia seguinte que é quando vou sentir as dores pelo corpo.
O pior é quando passo por alguma situação estressante. Digam-me, quem é nesta vida que está livre disso? Eu costumo dizer brincando que gostaria de ser um bichinho porque ser uma pessoa é muito difícil.
Ando fazendo de tudo para evitar tais situações, mas tem horas que não tem para onde correr. Todo mundo tem problemas para resolver e quando aparece algum é no dia seguinte que pago por todos os meus pecados.
É por causa de estresse que vêm as piores dores. Elas são diferentes das dores causadas por andar ou por fazer outras coisas. As dores do estresse são mais fortes e acontecem na região do quadril e vão se disseminando para as pernas.
Em fevereiro vai começar uma nova fase do meu novo tratamento para a fibromialgia e terei três ou quatro dias da semana comprometidos com ele. Não estou reclamando, longe disso, tenho esperança de poder me sentir bem melhor com ele. O que não estou gostando é de ser manipulada por esta síndrome cruel.
Tenho que me tratar e por isso estou deixando de fazer muitas outras coisas importantes para mim, como por exemplo, estudar que é a fundamental. Tenho certeza de que não daria conta de cuidar da minha casa, família, fazer o tratamento e estudar. Tenho evitado ao máximo me sobrecarregar para não ficar estressada e consequentemente sentir dores mais fortes.
Estou muito entusiasmada e esperançosa com o meu novo tratamento, mas tenho receio de que não vou mais me livrar desta síndrome porque é isso que é dito dela.
Uma vez fibromialgica
Fibromialgica até morrer
A fibromialgia me trouxe pelo menos uma coisa boa, estou conseguindo mudar a maneira de ver e de reagir a certas coisas, mas este assunto vai ficar para uma próxima.
O texto acima é de minha autoria.

Quem tiver alguma duvida sobre dor e necessita de informações sobre o assunto deve dar uma olhada no site da fisiatra Dra. Thais Saron.

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27 outubro 2009

Poesia

Sempre admirei a capacidade que temos para expressar nossos sentimentos e pensamentos, mas o que acho ainda mais incrível é a criatividade que algumas pessoas possuem como, por exemplo, os escritores, cineastas e pessoas ligadas a arte em geral. Fico imaginando como deve fervilhar de idéias essas cabeças criativas que são capazes de idealizar personagens e situações que nunca imaginaríamos!
Muitas pessoas já nascem com esta capacidade e outras se transformaram em criadores através das influencias que receberam ao longo de suas vidas.
Eu não tenho filhos, mas penso que muitos problemas que a sociedade está enfrentando hoje acontecem porque não estão observando o que os jovens estão fazendo, lendo, etc... Somos o fruto do que comemos, lemos, vemos, ouvimos...


Pensando nisso dá até um pouco de medo ao imaginar como será o futuro que pode vir a se tornar bem ruim se as pessoas continuarem a estimular ainda mais o materialismo, o consumismo e a satisfação imediata, e diminuindo a importância do desenvolvimento intelectual, emocional e espiritual.
O texto acima é de minha autoria.

Vejam a poesia linda que encontrei. Ela foi escrita por um jovem jornalista.

Sou o que não posso ser

Não podemos ser nós
Por nós mesmos...
Há muito de minha mãe em mim,
De meu pai, de amigos,
De inimigos, de estranhos...

Sou como mel que não consegue
Ser mel por si só
Mas néctar de milhões de flores
E como abelha, vou sugando
De estranhos o conhecimento
A experiência e a coragem.

Estranhos que não conheço
Que não conhecem-me
Mas cientes do compartilhamento
Pois aquilo que pareço ser
Não é aquilo que sou
Se não fragmentos de livros
De som, de sabor e de imagem...

Não posso ser o que não acabou
O que não acaba é continuo
Uma construção sem fim
A imensidão de um deserto
Com bilhões de bilhões
De grãos de areia.

Sou uma vastidão
Sou ermo de mim
Pois sou todos em um
O grande deserto
Onde trilho
Minhas idas e vindas
Meus vôos...
Minhas decaídas...

Davi Roballo

* * * * * * *

22 setembro 2009

Fibromialgia e depressão - O antes e o depois


Algumas vezes sentimos falta de alguém porque a pessoa simplesmente sumiu. O sumiço das pessoas pode acontecer por vários motivos, o mais provável é que as coisas para ela estão muito boas ou estão muito ruins. No meu caso as coisas estão melhorando! Ufa!!!
Desde o dia 29 de agosto eu venho sofrendo menos por causa das dores causadas pela fibromialgia, elas se tornaram menos freqüentes e quando aparecem vem com menor intensidade. Não me perguntem por que, pois não sei responder. Eu mesma ando me perguntando isso e por mais que eu queime os meus neurônios não consigo desvendar este mistério. Será que eu fiz alguma lavagem cerebral em mim mesma e consegui me livrar de algum “peso” emocional sem perceber?
Bem, eu ando mais levinha mesmo porque de novembro para cá, época em que iniciei meu tratamento, já eliminei sete quilos dos onze que adquiri durante o meu calvário! Calma... Eu sei que vocês vão querer a fórmula milagrosa que causou essa maravilha! Quem é que não quer eliminar alguns quilinhos, não é mesmo?
Desde o inicio do meu tratamento eu estou tomando dois antidepressivos e um deles diminui a ansiedade. Eu já convivi com pessoas muito ansiosas e achava aquilo tudo bem estranho. Fiquei muito surpresa quando fiquei sabendo que estava com ansiedade porque como eu nunca fui assim, não me via desta forma, não reconheci os sintomas e não consegui perceber este problema. O que eu sentia era um tipo de fome constante, eu acabava de almoçar e depois de cinco minutos já sentia fome outra vez. Eu estava achando isso horrível porque nunca tive loucura por comida, nunca vivi em função da dela, sempre me alimentei com apenas o necessário e por isso sempre consegui manter meu peso ideal.
Quando eu era criança, provavelmente por eu comer pouco, me deixavam de castigo para me obrigar a comer e eu passava horas neste castigo, sozinha na cozinha, sentada em frente a um prato de comida sem a menor vontade de comer. “Coitadinho” do meu pai, ele não sabia como lidar com a minha falta de apetite. Eu sempre fui a mais magrinha da família e nunca fui uma criança que vivia doente, ou seja, eu era saudável, mas era considerada raquítica pela minha avó materna, que era de uma geração em que as crianças tinham que ser gordinhas e só assim eram consideradas saudáveis, as crianças magras eram consideradas fracas e doentes.
As mães realmente são criaturas maravilhosas e a minha não era diferente. Vejam do que ela era capaz! Enquanto todos estavam na sala assistindo TV, eu ficava sozinha na cozinha em frente aquele prato de comida, já gelada, sem a menor vontade de tocar nela. De repente quem aparecia? A minha mãe! Ela sabia que eu não ia comer aquela comida, então com a desculpa de ver se eu estava comendo, ela saia da sala, vinha até a cozinha e comia um pouco daquela comida gelada! Provavelmente ela engolia aquilo quase sem mastigar enquanto andava até a sala! Isso ela fazia umas duas ou três vezes e na última dizia mais alto:
- Agora já está bom. Pode ir!
Ela fazia isso porque sabia que se eu não comesse meu pai viraria uma fera e as coisas não acabariam bem!
Elas são ou não criaturas incríveis?
Entre mães e filhos as palavras são desnecessárias. Lembro-me muito bem da nossa troca de olhares que fazia com que eu me sentisse compreendida e amparada. É... Nesta hora não teve jeito mesmo, estou chorando! Mãe faz muita falta e a gente só percebe o quanto, quando perde! Ela é uma das poucas criaturas neste mundo, com a qual podemos realmente contar (além do seu cachorro, é claro). Se você ainda tem mamãe não deixe de pararicá-la muito, ela merece isso! As mães fazem as coisas mais simples da vida, como por exemplo, um chazinho qualquer ou uma sopinha, quando estamos doentinhos. Se você prestar bem atenção são estas pequenas coisas as mais valiosas, porque elas vêm naqueles momentos em que estamos mais frágeis e precisando de algum apoio.
Neste caso também existem exceções. Já convivi com pessoas que diziam detestar a mãe, que o pai era maravilhoso e a mãe era uma crápula. Para mim, isso sempre foi muito estranho porque tive uma mãe maravilhosa. Minha reação com esta pessoa era tentar fazer com que a visse a situação de outra forma, mas não tinha jeito e ela passava a me contar os absurdos que a mãe fazia e de como o pai era maravilhoso. Tenho o mesmo pensamento sobre aquela frase muito repetida por amantes de cachorros. “Desconfie de quem não gosta de cães”. Acho que não é bem assim porque alem de ser apaixonada pelos meus dois cãezinhos, eu também adoro todos os outros e não me considero uma pessoa maravilhosa. Tenho muitos defeitinhos de fabricação. Eu já convivi com pessoas apaixonadas por cães, que não eram seres incríveis e que com o passar do tempo tiveram comportamentos detestáveis, como por exemplo, fazer com que um companheiro de trabalho fosse demitido em beneficio próprio. O pior é que até onde eu sei, ele não sabe disso e deve continuar achando que ela é uma pessoa maravilhosa! E não sou eu que vou contar a ele toda a traição que sofreu pelas costas, porque sei que as coisas tendem a correr seu curso naturalmente e como digo sempre, um dia a casa cai e a verdade virá à tona, ou então posso dizer “O feitiço vira contra o feiticeiro” ou ainda “Aqui se faz, aqui se paga”.
Bem, deixando as “viagens” de lado, já estou voltando para a Terra para continuar de onde parei. Como eu dizia, eu estava passando por um período de ansiedade. Depois de cinco minutos que eu havia acabado de almoçar eu já estava com fome novamente e ia para a cozinha assaltar a geladeira ou o armário onde estavam as bolachas. Eu passava o tempo todo com fome e desesperada porque quando me olhava no espelho eu me detestava cada vez mais porque não parava de engordar. Minha sorte é que caí nas mãos de médicos excelentes que foram certeiros na recomendação dos antidepressivos e por isso estou eliminando o peso que adquiri e voltando ao meu normal.
Quando eu me queixava da minha condição, algumas pessoas diziam: Você está ótima, ou então, depois de um tempo todo mundo engorda mesmo ou ainda, você estava muito magra ou qualquer outra frase parecida. A questão é que eu não me sentia bem física e emocionalmente, eu não me conformava em estar gorda e estava muito infeliz por causa disso. Para que ninguém me considere uma anoréxica eu fiz o calculo do meu IMC (Índice de Massa Corporal) antes e depois.

Cálculo do IMC
Para fazer o cálculo do IMC é muito fácil, basta dividir seu peso em quilogramas pela sua altura ao quadrado (em metros) e depois comparar o resultado aos valores da tabela IMC. Vejam o meu caso abaixo:

Meu peso normal, antes de engordar.
Meu peso = 52
Minha altura = 1,53
IMC = 52 ÷ 1,53²
IMC = 52 ÷ 2,34
IMC = 22,2

Meu peso máximo até o inicio do tratamento.
Meu peso = 63,5
Minha altura = 1,53
IMC = 63,5 ÷ 1,53²
IMC = 63,5 ÷ 2,34
IMC = 27,1

Tabela IMC
Abaixo de 18,5 Você está abaixo do peso ideal
Entre 18,5 e 24,9 Você está em seu peso normal
Entre 25,0 e 29,9 Você está acima de seu peso (sobrepeso)
Entre 30,0 e 34,9 Obesidade grau I
Entre 35,0 e 39,9 Obesidade grau II
40,0 e acima Obesidade grau III

Como vocês podem ver pela tabela, antes eu tinha um peso considerado normal e depois de engordar os onze quilos passei para o sobrepeso e eu sabia que isso não era bom. Eu já estava perdendo o controle da situação e sabia que em pouco tempo poderia me tornar uma pessoa obesa porque eu não parava de engordar.

Obesidade grau l !!!
IMC = 70,5 ÷ 1,53²
IMC = 70,5 ÷ 2,34
IMC = 30,1

Para que eu entrasse na faixa do primeiro grau de obesidade bastaria que eu chegasse aos setenta quilos, isso quer dizer que se eu engordasse mais sete quilos eu já seria considerada obesa e daí em diante seria cada vez mais difícil voltar ao meu peso normal.
Para mim era muito difícil estar neste estado. Desde que comecei a engordar fui perdendo as minhas roupas e eu me recusava a me desfazer delas porque nunca me conformei com esta situação. Meu guarda-roupa estava lotado de coisas que não podia vestir e eu usava um cantinho do lado direito onde eu colocava o que tinha para usar. Era muito triste para mim, abrir o guarda-roupa e vê-lo lotado de roupas que eu adorava e que não me serviam mais. Isso era uma tortura? Claro que sim. Eu sentia essa tortura principalmente nos finais de semana, mas essa agonia ajudava a reforçar a necessidade que eu sentia de voltar ao normal. Era terrível quando eu tinha algum compromisso importante ou quando simplesmente queria sair mais bonita para ir ao cinema ou qualquer outra coisa. Eu separava a roupa e quando ia me vestia percebia que não estava vestindo bem porque já tinha engordado mais um pouco, nestas horas eu ficava desesperada, mal humorada, chorava e perdia toda a vontade de sair.
A depressão deve ter sido a responsável pelo meu aumento de peso. Eu não tinha vontade de sair de casa para nada, tornei-me sedentária, não conseguia mais subir uma ladeirinha sem me sentir cansada e tinha dificuldade em andar rápido, não tinha vontade de cuidar de mim e muito menos da casa, perdi toda a vaidade que sempre tive e quase não me olhava mais no espelho, ela mexeu com a minha libido também porque perdi a vontade de namorar, eu me sentia muito infeliz, sentia muita tristeza, só tinha vontade de ficar deitada, dormia muito e chorava muito também.
Eu procurava disfarçar este problema na frente de outras pessoas, porque sabia que existe o preconceito em relação à depressão. As pessoas não conseguem entender o que sentimos e se tentamos explicar, muitas podem pensar que estamos mentindo ou exagerando. Se vocês me perguntarem por que eu tenho depressão, porque me sinto deprimida, porque não tenho vontade para nada eu não vou saber explicar, eu já me perguntei isso milhares de vezes e não encontrei a resposta. Nas piores fases já cheguei ao ponto de sentir vontade de morrer, não digo de me matar porque acho que não tenho coragem para tanto. O que uma pessoa deprimida sente é muito ruim, pode ser o dia mais lindo do ano com um sol maravilhoso, mas continuamos a ver tudo cinza e sem graça. Gostaria muito que parentes e amigos de pessoas deprimidas lessem isso para despertar nelas a vontade de tentar entender um pouco melhor as atitudes de um deprimido e para que não o julguem mais.
Agora que estou em tratamento os piores sintomas da depressão já melhoraram muito, mas no momento, o que está tendo um efeito maravilhoso sobre a minha pessoa é o fato de estar emagrecendo, de estar voltando ao normal e de estar recuperando o aspecto que eu tinha antes. Imaginem a minha alegria quando tive a idéia de experimentar pela primeira vez uma daquelas calças que não me servia mais e constatar que poderia usá-la. Eu não usava esta roupa desde 2002 e fiquei super feliz quando me vi no espelho sem aquela barriga horrorosa e aqueles pneus detonantes em volta da cintura.
Algumas vezes eu me pergunto por que tem que existir coisas tão terríveis como a depressão que leva a pessoa para o fundo do poço, o câncer que até hoje continua sendo um tabu porque alguns ainda são fatais, a fibromialgia que causa tanta dor, o transtorno bipolar que é mil vezes pior que a depressão e muitas outras doenças terríveis. Por quê? Para que? Dizem que os problemas fazem de você uma pessoa melhor. Em que a depressão e a fibromialgia estão me tornando uma pessoa melhor? Só porque estou aprendendo a me conhecendo melhor vou me tornar uma pessoa melhor? O fato de estar me conhecendo melhor só traz benefícios para mim. Acho que estas perguntas vão ficar sem respostas.
O texto acima é de minha autoria.

Este site calcula o seu IMC

A tabela de IMC pode ser encontrada em diversos sites sobre saúde e dieta.

* * * * * * *

O que é IMC
O Índice de Massa Corporal (IMC) é um método para avaliação de peso.
É aceito e adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas não deve ser usado para avaliar o peso de crianças, idosos e pessoas musculosas.
O IMC tem critérios diferenciados para avaliação de alguns grupos étnicos, como por exemplo, os asiáticos.
O IMC é um método preliminar para avaliação de peso, mas se o médico achar necessário deve ser feitos outros exames para complementar.

29 junho 2009

Fibromialgia e perfeccionismo

Eu e minha fibromialgia!
Uso uma agenda para marcar muitas coisas porque minha memória nunca foi exemplar e de repente se tornou um lixo. Quando passei a conhecer a fibromialgia descobri que este problema é mais uma das facetas da síndrome.

Quando eu passava por uma consulta, a médica me viu anotando alguma coisa na agenda e disse que isso é uma característica de quem tem fibromialgia e que os fibromialgicos são pessoas perfeccionistas. Quando ouvi isso não dei muita importância porque eu uso agenda para não deixar de fazer certas coisas por causa do esquecimento.

Quando eu li o texto abaixo me lembrei do dia da consulta e da observação da média e naquele momento eu não quis aceitar esta condição, então passei a me analisar e cheguei à conclusão que tenho esta característica sim, mas não de uma forma exagerada e conclui que isso não estava me ajudando em nada.

Nesta época eu já andava usando uma frase criada por mim que é a seguinte, “Cansei de ser boazinha”, esta frase tem a ver com a questão de saber dizer “não”, coisa que eu tinha bastante dificuldade para fazer e que agora estou aprendendo e posso dizer que é bem melhor porque evita que eu faça coisas das quais não goste ou que não tenha vontade ou que vão me sobrecarregar de alguma forma.

Agora criei uma nova frase, “Cansei de ser certinha”, esta utilizo para me lembrar de que não preciso ser perfeita e fazer tudo direito e estou procurando não me cobrar tanto como antes e não ser tão exigente para comigo mesma.

Se acharem interessante adotem as minhas frases engraçadinhas, talvez elas possam ajudar!!!

Abraços a todos


Este site é muito bom, dá uma espiadinha!
http://www.fibromialgia.com.br/


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Você éperfeccionista?


O perfeccionismo habitualmente é tido como uma qualidade a ser almejada. Porém, nos pacientes com fibromialgia, esta busca pode ser improdutiva e até mesmo danosa. Algumas “dicas” podem ajudar a identificar este perfeccionismo excessivo.

Por exemplo, se você acredita que pedir ajuda é um sinal de fraqueza; fica preocupada em cometer erros na frente de outros; as coisas têm que ser feitas sempre do jeito que você quer; se você se aborrece se outros não são perfeccionistas ou não fazem as coisas do jeito ou no tempo que você quer; você fica pensando em erros do passado; você demora mais que outras pessoas para completar uma tarefa, pois esta nunca está completa o suficiente; você não pára com esta tarefa mesmo que outros digam que já está bom ou que você esteja cansada. Todos estes são sinais de um perfeccionismo excessivo e não saudável.

Como este tipo de comportamento pode levar a problemas de saúde e bem estar? Bem, de várias maneiras diferentes: você começa a não completar as coisas, e pode ficar deprimida ou infeliz; começa a perder muito tempo nas coisas do dia-a-dia, pois se preocupa com detalhes pequenos e sem importância. Uma dificuldade de convivência com outras pessoas começa a aparecer, pois você não aceita as coisas sendo feitas de outra maneira que não a sua; você não consegue mais sentir a sensação de “dever cumprido”, e isto leva a uma frustração crescente e pode piorar ou causar uma depressão.

Como se pode quebrar este círculo de perfeccionismo exagerado? Bem, primeiramente aceitando o fato que o perfeccionismo em si pode ser danoso para a sua saúde; ter expectativas realistas para você mesmo e para as pessoas que lhe cercam. Estabelecer suas prioridades, para poder programar quanto tempo será gasto em cada tarefa. Estabeleça este tempo e o respeite, para aprender a se poupar. Dê uma folga para si mesma - tenha cuidado com a autocrítica excessiva e peça por ajuda mais vezes. Tente fazer coisas de um jeito diferente, e tenha prazer de novas experiências. “Ouça” seu corpo e pare com uma tarefa se a mesma está lhe causando dor. Aceite bem críticas construtivas e não como uma ofensa. Aprenda a importância e o valor de dizer não.

Lembre-se que ninguém é perfeito, e que deixar o perfeccionismo para trás pode ser uma experiência libertadora!

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Até a próxima!
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