O que vou relatar agora faz parte da vida de uma pessoa com fibromialgia, e posso garantir que existem casos bem piores que o meu. Ainda que, alimentando-se com a comida mais saudável do mundo,
Ontem foi um dos dias mais felizes que tive nestes últimos meses.
Por quê? O motivo é banal para a maioria das pessoas, mas não para mim. Senti-me como uma adolecente ganhando a liberdade da rua. Eu estava saindo de casa sem medo, sem as
Já descobri por que eu estava com o que chamei de preguiça na ponta dos dedos. Foi a minha “queridíssima” depressão que voltou. Aliás, nunca foi embora, só estava hibernando como já fez algumas vezes.
O que chamei de preguiça foi aumentando, aumentando, lentamente, até que me dei conta de que estava bem deprimida.
Não sei se ela voltou porque eu engordei ou se engordei porque
Ontem saí para resolver problemas burocráticos e precisei andar muito e bem depressa. Durante esta longa e rápida caminhada eu já estava sentindo dores nas pernas e no quadril e já me preparava para o sofrimento do dia seguinte.
Depois dessa correria, ainda precisei acompanhar uma pessoa em uma consulta médica, só que desta vez pude ir de carro.
Depois precisei dar uma forçosa passada no supermercado. Quando voltei para casa
Esta postagem é um pouco longa, mas tenho certeza que será muito útil para as pessoas que chegaram até aqui procurando por alguma solução para seus problemas.
Antes de receber o diagnóstico da síndrome da Fibromialgia eu estava com muito medo, muito confusa e preocupada.
Eu tinha muitos sintomas que aparentemente não tinham relação um com o outro, não tinha
A Equipe de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP preparou mais um vídeo sobre a Fibromailgia.
O vídeo mostra a entrevista com duas pacientes com Fibromialgia que relatam como conseguiram superar suas dores e uma delas sou eu.
Porque estou neste vídeo? Porque sou paciente da Dra. Thais Saron e fui convidada a participar colaborando com meu depoimento.
Vídeo: Entrevista de pacientes com fibromialgia. Ele pode ser visto no Youtube e no blog "A dor atual" da Dra. Thais Saron, médica fisiatra do Hospital das Clínicas.
O blog "A dor atual" traz informações para quem sofre de dor crônica
Andei meio sumida, não porque melhorei, estou tendo mais uma crise de depressão, mas já estou melhorando novamente. Essa deprê é uma montanha russa que me leva à altos e baixos.
É interessante perceber que a maioria dos fibromialgicos que criaram um blog sobre fibromialgia, pararam de postar depois que melhoraram. Eu farei todo o possível para continua a postar mesmo depois da melhora porque sei que existem muitas pessoas por ai sofrendo como eu já sofri e a intenção do meu blog é divulgar a síndrome para pessoas com dor que não sabem que são fibromialgicos, para que fibromialgicos com dor encontrem algum alento e percebam que não estão sozinhos, para parentes de fibromialgicos, amigos de fibromialgicos e a quem possa interessar e tem mais, adorei ser blogueira!
Não estou criticando as pessoas que pararam de postar, acho compreensível que isso aconteça, porque a vida deve ficar muito mais interessante quando ocorre essa melhora, não posso dizer cura porque parece que isso não existe, mas pelo que sei algumas pessoas conseguem viver bem com o controle do problema e pelo que estou percebendo o segredo é fazer atividade física, mesmo que com alguma dor. Eu ainda chego lá!
Infelizmente ainda não cheguei neste estágio e sinto que estou estagnada, meu tratamento anda a toque de tartaruga, para que eu possa iniciar minha reabilitação tenho que fazer um exame e este já foi remarcado algumas vezes, não me pergunte por que, não sei responder, mas estou tendo paciência por saber que onde estou me tratando terei tudo o que necessito.
Nem tudo está em nossas mãos, não estamos aqui sozinhos e não conseguiríamos viver sozinhos, tente fazer qualquer coisa sem que outras pessoas não estejam envolvidas, é simplesmente impossível!
Tenho percebido que o que tem me feito muito mal é o estresse. Este tem sido meu atual e verdadeiro vilão e fujo dele como o Conde Drácula que corria de uma réstia de alho.
O estresse acontece quando menos se espera! Está tudo calmo e tranqüilo e de repente ele aparece, vem como uma tempestade que surge do nada e que passa destruindo tudo e no dia seguinte, tem a ressaca! Surgem as dores pelo corpo e na alma. Infelizmente sou uma pessoa sensível e as coisas me afetam, não gosto de ser assim, tenho lutado contra isso e estou tentado me fortalecer. Gostaria de ser como a maioria que me parece não se abalar com nada ou que pelo menos tem uma casca mais resistente contra qualquer abalo.
Junto com ele vem o cansaço, a falta de vontade, o desinteresse, a dor no peito e muita tristeza por tudo isso.
No inverno eu culpo os dias nublados e agora ponho a culpa em quem?
Olho ao redor e vejo TUDO! Tudo o que preciso eu fazer, o que tenho que fazer e o que eu gostaria de fazer, mas nada faço. Continuo aqui parada me sentindo uma droga!
Parada em termos porque pelo menos estou escrevendo. Não sinto necessidade de ficar conversando ou desabafando com pessoas, não posso dizer que não converso porque falo com meus cachorrinhos o dia todo. Escrever tem me ajudado muito, faz com que eu me conheça melhor e perceba mais coisas, faz com que o pensamento crie forma e vá se desenvolvendo mais lentamente e com mais detalhes e consigo organizar melhor as coisas aqui dentro. Cada louco tem sua mania não é mesmo?
Este é um dos motivos que me levaram a criar um blog. Porque tenho que descartar o que estou escrevendo? Talvez possa ser útil a alguém. Estou em expondo? Claro! Mas não tenho nada a esconder. Muitas vezes tenho que pensar bem sobre o que estou escrevendo e ter certos cuidados porque não posso e não quero prejudicar outras pessoas.
Só não sinto desânimo aqui na frente desta telinha. O computador foi meu grande companheiro nas horas em que tive muita dor e sofrimento na pior fase que passei com a fibromialgia, sem ele eu teria enlouquecido.
Esse desânimo que sinto é terrível. Geralmente acordo pela manhã super animada, hoje vou fazer isso, aquilo e aquilo outro. Vou ao banheiro, tomo o meu café, alimento meus cãezinhos, rego as plantas e nesse meio tempo toda aquela vontade tão necessária para mover uma pessoa, desaparece, ando pela casa tentando encontrar algum animo, mas é em vão, pego uma coisa, largo, pego outra e largo também, olho para tudo e desanimo ainda mais.
O que eu tenho feito é não ficar me cobrando muito porque se eu fizer isso passo a me sentir pior do que já me sinto.
Apesar de tudo, sou uma pessoa afortunada, posso ir ao supermercado e comprar as coisas de que preciso só que não tenho vontade, tenho dois cãezinhos lindos que fazem o maior sucesso na rua, mas não tenho vontade de sair, nada me impede de ir ao salão fazer as unhas, mas não tenho vontade, aliás, minha vaidade foi para o espaço, sei que preciso sair para caminhar, mas não tenho vontade, eu poderia ir ao shopping comprar uma roupa nova ou um sapato, mas não tenho vontade e assim é.
Não tenho vontade! Muitos podem me dizer que esta vontade está dentro de mim, certamente ela está, mas em algum lugar inacessível.
Algumas vezes eu procuro pelo entusiasmo de outras pessoas para tentar me contagiar e ser feliz e normal por pelo menos algum tempo.
Não se contaminem com o meu desânimo e desejem nunca senti-lo.
Sem tudo
Sem vontade, sem finalidade, banalidade
Sem desejo, sem ensejo, bocejo
Sem querer, sem prazer, pesar
Sem vaidade, sem deidade, verdade
Sem zelo, sem apelo, anseio
Sem viver, sem mover, desvanecer
Sem disposição, sem satisfação
Sem ação, sem criação
Sem nada
O texto acima, inclisive esta poesia primitiva, são de minha autoria.
Se desejarem ler boas poesias é só dar uma espiada aqui:
Quem tem fibromialgia só não tem uma coisa, a mesmice! A cada momento surge uma coisa nova.
Ano passado, próximo ao final do ano, fui parar no pronto-socorro. Estava passando por uma fase complicada com momentos em que fiquei mais nervosa. Certo dia, senti o lado esquerdo do meu rosto adormecido até o alto da cabeça, pensei, vou ter um AVC ou coisa do tipo e corri para o pronto-socorro, cheguei lá chorando e com muito medo, o médico que me atendeu, pasmem! Fez cara de bravo, como se quisesse dizer que eu não precisava ter ficado nervosa por isso e disse que eu estava com um surto de estresse. Digam-me, como não sentir medo se você acha que sua vida está em perigo? Fiquei um tempo em observação e fui liberada.
Depois disso, qualquer nervosinho que eu passo já sinto a minha face esquerda começando a adormecer e quando acontece isso eu sinto medo porque não acho normal sentir isso por qualquer coisinha.
Como a consulta com a minha médica está marcada para abril, decidi não esperar e passar com o neurologista que me atendeu assim que descobri a fibromialgia. Ele me tranqüilizou, disse que não corro nenhum risco, que isso é muito comum, que alguns pacientes com fibromialgia têm esse tipo de sintoma.
Moral da história! Estou acrescentando mais um remedinho na minha lista que não para de crescer, é um calmante tarja preta na dosagem mais baixa para ser tomado à noite, o que espero é que não seja por muito tempo. Daqui a três meses retornarei ao médico e veremos como estão as coisas.
Sou como uma menina crescida. Sinto muita falta dos paparicos da minha mãe, mas é melhor assim. As mães sofrem por seus filhos!
Aqui
todos são adultos, maduros e equilibrados. Menos eu.
Vivemos
em sociedade e a coisa mais fácil é julgar, o difícil mesmo é se colocar no
lugar do outro.
Em
outros tempos, eu me sentiria insegura para escrever sobre sexo, mas agora
estando mais madura é mais fácil, para eu me sentir menos vulnerável é só
deixar claro que não estou interessada em encontrar outra pessoa. E também não vou
escrever nada de mais.
Acham
que estou muito preocupada? Talvez.
Muitos
não se preocupam com o que estão escrevendo, deveriam pensar melhor porque toda
e qualquer atitude, por mais simples que seja, tem suas conseqüências.
Abordarei
o tema com fibromialgidade (acabei de criar esta) e não com sensualidade.
Não
tenho estado muito entusiasmada pelo tema sexo, porque depois da aventura são
pelo menos três dias com dores mais fortes e em diversos lugares.
Para
os fibromialgicos é assim, sexo tem preço!
Depois
de estar por alguns momentos/horas (Nossa! Será?) em puro estado natural, livre
e instintivo, e não sem dificuldade quanto á grandes performances, tenho que
enfrentar o inevitável dia seguinte.
A
pele pode estar linda e radiante, mas o corpo, um lixo!
Dói
quase tudo! Dói o quadril, as pernas, os ombros, os braços, o pescoço e as
costas, esta última nem precisaria mencionar porque dói todos os dias.
Só
não doem os olhos, o nariz, a boca, as orelhas, o cabelo, e tem mais o
desconforto da fraqueza que sinto nos braços.
Vou
usar uma frase que já ouvi. Não se preocupem, estou bem, só dói quando respiro!
De
todos os sintomas da fibromialgia, a dor é o pior.