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08 novembro 2010

Passado não muito distante


O texto abaixo foi escrito por uma pessoa triste, deprimida, cansada, esgotada, dolorida e maltratada pela vida.
Foi escrito por uma pessoa que enfrentava a depressão e um dos piores momentos causados pelas conseqüências da Síndrome da Fibromialgia.
Escrevi este texto em maio de 2009, datei e deixei mofando no computador até hoje quando me deparei com ele.

26 outubro 2010

Chama o Dr. Freud



Agora que meus piores problemas estão sendo solucionados e estou mais tranqüila e feliz, eu entro em crise! Nem Dr. Freud conseguiria explicar isso.
Minhas piores dores sempre aparecem depois de passar por algum estresse e para essa crise não tenho explicação. Será um efeito retardado, causado por

28 setembro 2010

Apatia - O retorno

Já descobri por que eu estava com o que chamei de preguiça na ponta dos dedos. Foi a minha “queridíssima” depressão que voltou. Aliás, nunca foi embora, só estava hibernando como já fez algumas vezes.
O que chamei de preguiça foi aumentando, aumentando, lentamente, até que me dei conta de que estava bem deprimida.
Não sei se ela voltou porque eu engordei ou se engordei porque

24 agosto 2010

Metamorfose


Com 48 anos nas costas não me arrependo de nada do que fiz ou do que deixei de fazer, as coisas vão acontecendo e sempre decidimos fazer o que, naquele momento, é o melhor para nós. 
Depois que adquiri a Fibromialgia eu passei a dizer que nem um câncer me derruba.
Eu comparo o meu sofrimento ao sofrimento de uma pessoa com câncer porque

22 maio 2010

Em meio a tudo, a apatia, que me leva ao nada!


Eu tenho Depressão e Fibromialgia.
A primeira me deixa desanimada e a segunda faz com que eu me sinta cansada.
Minha cabeça quer fazer tudo, mas o corpo não ajuda e a falta de vontade só piora a situação.
Quero cuidar da minha casa que está feia, bagunçada e desarrumada, tudo

15 abril 2010

Depressão


A coisa está ficando feia por aqui. A depressão está mesmo voltando e sem explicação e estou engordando novamente.


Eu estava eliminando vagarosamente os onze quilos que havia engordado, mas infelizmente engordei quatro. Como não deixei de tomar o antidepressivo estou achando que vai ser necessário mudar a dosagem ou então trocar de medicamento, mas isso quem vai definir é o médico, é claro. O problema é que a consulta ainda está longe e vou ter que agüentar esta fase ruim, e põe ruim nisso!
Eu fico imaginando o que passa pela cabeça das pessoas que não tem este problema. Eu mesma há muito tempo atrás, quando ouvia falar de depressão, achava que era doença de rico e que era capricho de pessoas que não tem o que fazer.
Hoje como vivo o problema posso sentir na pele o preconceito da maioria. Eu procuro não falar sobre isso com as pessoas com quem converso porque sei qual é a reação, eu só falo sobre o problema com pessoas que me conhecem bem e das quais não espero julgamento e mesmo assim procuro não entrar em detalhes porque a maioria não gosta de ouvir falar sobre os problemas de outra pessoa, só se interessam pelos seus, não é mesmo? As pessoas gostam de ser ouvidas, mas na hora de ouvir todo mundo tira o corpinho fora bem rapidinho. Vocês podem dizer que estou sendo hipócrita, mas eu costumo ser uma boa ouvinte, por isso mesmo é que fico tão magoada quando me deparo com a frieza das pessoas. Quando fico chateada por sentir que não recebo a mesma consideração, me vem à cabeça uma frase: “Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões.” (Alexandre Pope). Parece simples não? Mas não é nada fácil tentar ser assim.
Certa vez, em uma loja onde costumo ir, não vou citar qual, um tipo de ponto comercial do qual a maioria precisa, lá aparece todo tipo de pessoa que mora no bairro e a maioria se conhece pelo menos de vista, é um local onde se tem um contato bem próximo com os funcionários e proprietários. Eles tinham uma cliente que estava com depressão e era visível que ela não passava pela melhor fase da sua vida, estávamos sendo atendidas e assim que ela saiu, eu fiz um comentário solidário sobre a situação dela com o proprietário da loja e o que ele disse foi de uma frieza tão grande, de uma falta de consideração e de compreensão sem tamanho que nem consegui disfarçar meu espanto! Fiquei congelada sem ter o que dizer. Saí de lá chocada porque não esperava por esta reação, desejei sinceramente que ele nunca passe por isso e pensei, bem vamos tentar perdoar os ignorantes que não sabem os que fazem! Depois deste dia não consigo olhar para ele sem deixar de me lembrar da sua frieza e infelizmente passei a vê-lo com outros olhos e também não posso deixar de me lembrar da época em que a mãe dele adoeceu gravemente, situação que o deixou bastante fragilizado e de como ele ficava feliz e de como se sentia reconfortado quando recebia dos clientes a atenção e a solidariedade merecida diante do problema da mãe. Todas as pessoas adoram quando alguém comemora com elas alguma vitória por mais insignificante que seja, mas é bem difícil receber o mesmo retorno e encontrar pessoas que lhe dêem atenção e que comemorem qualquer conquista sua com você! O que será isso? Egoísmo? Frieza? Falta de consideração?
Eu sigo o lema que diz para não fazermos aos outros, o que não gostaríamos que fizessem conosco, é claro que eu já devo ter errado e não deve ter sido só uma vez. Procuro seguir assim porque não gosto de ser magoada que é uma sensação bem ruim. O difícil é não esperar nada de ninguém.
A probabilidade de passarem por aqui pessoas que não tem depressão é mínima, mas mesmo assim não vou desistir. Tentarei descrever o que sente uma pessoa com depressão e torcer para que sejamos mais bem compreendidos.

Tristeza
Falta de interesse
Falta de vontade
Vontade de sumir. Morrer talvez?
Vontade de chorar sem motivo
Sente-se muita fragilidade
Sono, muito sono
Vontade de ficar só deitada
Não ter vontade de sair de casa para nada
Parece que nenhum estimulo te deixa animada
Falta vontade para se cuidar
A vida perde a graça
O dia pode estar lindo, mas não conseguimos comemorar
Nada tem valor
Solidão, a depressão é um prato saboreado em silêncio
Sentimento de culpa por não achar nada interessante
Ansiedade
É o que consegui descrever. Acredito que outras pessoas com depressão poderiam acrescentar muitas coisas mais.
 
O texto acima é de minha autoria e abaixo é uma frase que encontrei no site:


O mundo ainda vai se acabar no seu individualismo e congelar na frieza das pessoas que aqui vivem. Eu estou tentando não ser uma delas. Não aqui, nesse mundo. (Luara Quaresma)

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27 março 2010

Fibromialgia, desânimo, cansaço e depressão


Desânimo! Como me livro disso?
Junto com ele vem o cansaço, a falta de vontade, o desinteresse, a dor no peito e muita tristeza por tudo isso.
No inverno eu culpo os dias nublados e agora ponho a culpa em quem?
Olho ao redor e vejo TUDO! Tudo o que preciso eu fazer, o que tenho que fazer e o que eu gostaria de fazer, mas nada faço. Continuo aqui parada me sentindo uma droga!
 

Parada em termos porque pelo menos estou escrevendo. Não sinto necessidade de ficar conversando ou desabafando com pessoas, não posso dizer que não converso porque falo com meus cachorrinhos o dia todo. Escrever tem me ajudado muito, faz com que eu me conheça melhor e perceba mais coisas, faz com que o pensamento crie forma e vá se desenvolvendo mais lentamente e com mais detalhes e consigo organizar melhor as coisas aqui dentro. Cada louco tem sua mania não é mesmo?
Este é um dos motivos que me levaram a criar um blog. Porque tenho que descartar o que estou escrevendo? Talvez possa ser útil a alguém. Estou em expondo? Claro! Mas não tenho nada a esconder. Muitas vezes tenho que pensar bem sobre o que estou escrevendo e ter certos cuidados porque não posso e não quero prejudicar outras pessoas.
Só não sinto desânimo aqui na frente desta telinha. O computador foi meu grande companheiro nas horas em que tive muita dor e sofrimento na pior fase que passei com a fibromialgia, sem ele eu teria enlouquecido.
Esse desânimo que sinto é terrível. Geralmente acordo pela manhã super animada, hoje vou fazer isso, aquilo e aquilo outro. Vou ao banheiro, tomo o meu café, alimento meus cãezinhos, rego as plantas e nesse meio tempo toda aquela vontade tão necessária para mover uma pessoa, desaparece, ando pela casa tentando encontrar algum animo, mas é em vão, pego uma coisa, largo, pego outra e largo também, olho para tudo e desanimo ainda mais.
O que eu tenho feito é não ficar me cobrando muito porque se eu fizer isso passo a me sentir pior do que já me sinto.
Apesar de tudo, sou uma pessoa afortunada, posso ir ao supermercado e comprar as coisas de que preciso só que não tenho vontade, tenho dois cãezinhos lindos que fazem o maior sucesso na rua, mas não tenho vontade de sair, nada me impede de ir ao salão fazer as unhas, mas não tenho vontade, aliás, minha vaidade foi para o espaço, sei que preciso sair para caminhar, mas não tenho vontade, eu poderia ir ao shopping comprar uma roupa nova ou um sapato, mas não tenho vontade e assim é.
Não tenho vontade! Muitos podem me dizer que esta vontade está dentro de mim, certamente ela está, mas em algum lugar inacessível.
Algumas vezes eu procuro pelo entusiasmo de outras pessoas para tentar me contagiar e ser feliz e normal por pelo menos algum tempo.
Não se contaminem com o meu desânimo e desejem nunca senti-lo.


Sem tudo

Sem vontade, sem finalidade, banalidade
Sem desejo, sem ensejo, bocejo
Sem querer, sem prazer, pesar

Sem vaidade, sem deidade, verdade
Sem zelo, sem apelo, anseio
Sem viver, sem mover, desvanecer

Sem disposição, sem satisfação
Sem ação, sem criação
Sem nada

O texto acima, inclisive esta poesia primitiva, são de minha autoria.

Se desejarem ler boas poesias é só dar uma espiada aqui:

* * * * *

09 fevereiro 2010

Fibromialgia e depressão. Para onde foi a minha resiliência.


O que é resiliência?
Definição que encontrei na net:

Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.
A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão
de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico.

Abaixo o texto é de minha autoria.
Andei lendo um pouco sobre a tal resiliência e descobri que em algum momento e em algum lugar eu a perdi!
O estresse nunca me afetou tanto como agora, sinto que conforme os anos vão passando, vou ficando mais covarde e mais sensível, deveria ser o contrário, a experiência adquirida deveria me tornar mais forte.
Eu tinha a impressão de que me tornei mais vulnerável por causa da depressão, mas conforme fui lendo sobre a resiliência cheguei à conclusão de que posso ter adquirido a depressão por estar com baixo grau de resiliência e certamente a fibromialgia veio como conseqüência. É claro que a fibromialgia não surgiu do nada, depois de passar por situações difíceis que me deixaram bem abalada, fui para o fundo do poço e depois disso desenvolvi esta síndrome.


Resiliênte é o que não tenho sido ultimamente! Resiliência é a capacidade humana de vencer as dificuldades por mais traumáticas que sejam. É a capacidade de adaptação, recuperação e flexibilidade, é a habilidade de reagir positivamente e com equilíbrio quando exposto ao estresse, adversidades sucessivas, pressão e etc... Também é a capacidade de encontrar seus próprios recursos para sair fortalecido das adversidades.
Uma pessoa resiliênte não é invulnerável, ela só não se abate. Ela tem a capacidade de se reerguer depois de passar por experiências difíceis, de garantir a sua integridade em momentos críticos, de se adaptar ás situações impostas e utilizar as experiências difíceis como aprendizado para reverter as situações a seu favor.
Segundo o que li, ser resiliênte é olhar para os fatos em si, sem se deixar levar pelas emoções causadas por eles. Nesta fase da minha vida não tenho reagido desta forma, já andei melhorando muito, mas preciso mudar muitas coisas ainda. Não é um passo fácil e sei que não vou conseguir um resultado imediato, vai ser um caminho bem longo e cheio de adaptações que em alguns momentos darão certo e em outros não.
Dizem que qualquer pessoa pode se tornar resiliênte descobrindo novas formas de lidar com a vida e é isso que preciso fazer. Preciso mudar meu pensamento, meu estado de espírito, minhas ações e meu comportamento perante as dificuldades e aprender a superá-las sem me abalar tanto.
Uma pessoa resiliênte sabe administrar as emoções e tem a habilidade de se manter calma sob pressão, sabe controlar seus impulsos para não agir impulsivamente, tem um comportamento otimista sentindo que as situações ruins e difíceis futuramente irão mudar para melhor, sabe analisar o ambiente e identificar as causas dos problemas e adversidades, é auto-confiante, têm empatia e consegue perceber os estados emocionais e psicológicos das outras pessoas e consegue se conectar melhor com os demais facilitando assim a solução dos problemas.
Essa é a descrição de uma pessoa resiliênte. Parece perfeita, não é? Será que é possível ser assim? Não sei, mas vou tentar me aproximar ao máximo disto sem me tornar algo que não saberei reconhecer, ou seja, sem me tornar uma pessoa fria e calculista!
O Texto acima é de minha autoria.

Em vários sites que andei lendo encontrei uma comparação interessante:
”O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício. Se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas”.

Encontrei também esta frase:
“O problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema.”(Kelly Young)

No site abaixo, tem boas dicas para se tornar resiliênte:
Existe dois tipos de indivíduos, aqueles que nascem e os que se tornam resilientes.
Todos nós podemos nos tornar resiliêntes. Seguem algumas dicas:
- Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
- Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.
- Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar.
- Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se".

Continue lendo aqui:
Fonte: http://depoisdodiva.blogspot.com/2009/10/resiliencia.html

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22 setembro 2009

Fibromialgia e depressão - O antes e o depois


Algumas vezes sentimos falta de alguém porque a pessoa simplesmente sumiu. O sumiço das pessoas pode acontecer por vários motivos, o mais provável é que as coisas para ela estão muito boas ou estão muito ruins. No meu caso as coisas estão melhorando! Ufa!!!
Desde o dia 29 de agosto eu venho sofrendo menos por causa das dores causadas pela fibromialgia, elas se tornaram menos freqüentes e quando aparecem vem com menor intensidade. Não me perguntem por que, pois não sei responder. Eu mesma ando me perguntando isso e por mais que eu queime os meus neurônios não consigo desvendar este mistério. Será que eu fiz alguma lavagem cerebral em mim mesma e consegui me livrar de algum “peso” emocional sem perceber?
Bem, eu ando mais levinha mesmo porque de novembro para cá, época em que iniciei meu tratamento, já eliminei sete quilos dos onze que adquiri durante o meu calvário! Calma... Eu sei que vocês vão querer a fórmula milagrosa que causou essa maravilha! Quem é que não quer eliminar alguns quilinhos, não é mesmo?
Desde o inicio do meu tratamento eu estou tomando dois antidepressivos e um deles diminui a ansiedade. Eu já convivi com pessoas muito ansiosas e achava aquilo tudo bem estranho. Fiquei muito surpresa quando fiquei sabendo que estava com ansiedade porque como eu nunca fui assim, não me via desta forma, não reconheci os sintomas e não consegui perceber este problema. O que eu sentia era um tipo de fome constante, eu acabava de almoçar e depois de cinco minutos já sentia fome outra vez. Eu estava achando isso horrível porque nunca tive loucura por comida, nunca vivi em função da dela, sempre me alimentei com apenas o necessário e por isso sempre consegui manter meu peso ideal.
Quando eu era criança, provavelmente por eu comer pouco, me deixavam de castigo para me obrigar a comer e eu passava horas neste castigo, sozinha na cozinha, sentada em frente a um prato de comida sem a menor vontade de comer. “Coitadinho” do meu pai, ele não sabia como lidar com a minha falta de apetite. Eu sempre fui a mais magrinha da família e nunca fui uma criança que vivia doente, ou seja, eu era saudável, mas era considerada raquítica pela minha avó materna, que era de uma geração em que as crianças tinham que ser gordinhas e só assim eram consideradas saudáveis, as crianças magras eram consideradas fracas e doentes.
As mães realmente são criaturas maravilhosas e a minha não era diferente. Vejam do que ela era capaz! Enquanto todos estavam na sala assistindo TV, eu ficava sozinha na cozinha em frente aquele prato de comida, já gelada, sem a menor vontade de tocar nela. De repente quem aparecia? A minha mãe! Ela sabia que eu não ia comer aquela comida, então com a desculpa de ver se eu estava comendo, ela saia da sala, vinha até a cozinha e comia um pouco daquela comida gelada! Provavelmente ela engolia aquilo quase sem mastigar enquanto andava até a sala! Isso ela fazia umas duas ou três vezes e na última dizia mais alto:
- Agora já está bom. Pode ir!
Ela fazia isso porque sabia que se eu não comesse meu pai viraria uma fera e as coisas não acabariam bem!
Elas são ou não criaturas incríveis?
Entre mães e filhos as palavras são desnecessárias. Lembro-me muito bem da nossa troca de olhares que fazia com que eu me sentisse compreendida e amparada. É... Nesta hora não teve jeito mesmo, estou chorando! Mãe faz muita falta e a gente só percebe o quanto, quando perde! Ela é uma das poucas criaturas neste mundo, com a qual podemos realmente contar (além do seu cachorro, é claro). Se você ainda tem mamãe não deixe de pararicá-la muito, ela merece isso! As mães fazem as coisas mais simples da vida, como por exemplo, um chazinho qualquer ou uma sopinha, quando estamos doentinhos. Se você prestar bem atenção são estas pequenas coisas as mais valiosas, porque elas vêm naqueles momentos em que estamos mais frágeis e precisando de algum apoio.
Neste caso também existem exceções. Já convivi com pessoas que diziam detestar a mãe, que o pai era maravilhoso e a mãe era uma crápula. Para mim, isso sempre foi muito estranho porque tive uma mãe maravilhosa. Minha reação com esta pessoa era tentar fazer com que a visse a situação de outra forma, mas não tinha jeito e ela passava a me contar os absurdos que a mãe fazia e de como o pai era maravilhoso. Tenho o mesmo pensamento sobre aquela frase muito repetida por amantes de cachorros. “Desconfie de quem não gosta de cães”. Acho que não é bem assim porque alem de ser apaixonada pelos meus dois cãezinhos, eu também adoro todos os outros e não me considero uma pessoa maravilhosa. Tenho muitos defeitinhos de fabricação. Eu já convivi com pessoas apaixonadas por cães, que não eram seres incríveis e que com o passar do tempo tiveram comportamentos detestáveis, como por exemplo, fazer com que um companheiro de trabalho fosse demitido em beneficio próprio. O pior é que até onde eu sei, ele não sabe disso e deve continuar achando que ela é uma pessoa maravilhosa! E não sou eu que vou contar a ele toda a traição que sofreu pelas costas, porque sei que as coisas tendem a correr seu curso naturalmente e como digo sempre, um dia a casa cai e a verdade virá à tona, ou então posso dizer “O feitiço vira contra o feiticeiro” ou ainda “Aqui se faz, aqui se paga”.
Bem, deixando as “viagens” de lado, já estou voltando para a Terra para continuar de onde parei. Como eu dizia, eu estava passando por um período de ansiedade. Depois de cinco minutos que eu havia acabado de almoçar eu já estava com fome novamente e ia para a cozinha assaltar a geladeira ou o armário onde estavam as bolachas. Eu passava o tempo todo com fome e desesperada porque quando me olhava no espelho eu me detestava cada vez mais porque não parava de engordar. Minha sorte é que caí nas mãos de médicos excelentes que foram certeiros na recomendação dos antidepressivos e por isso estou eliminando o peso que adquiri e voltando ao meu normal.
Quando eu me queixava da minha condição, algumas pessoas diziam: Você está ótima, ou então, depois de um tempo todo mundo engorda mesmo ou ainda, você estava muito magra ou qualquer outra frase parecida. A questão é que eu não me sentia bem física e emocionalmente, eu não me conformava em estar gorda e estava muito infeliz por causa disso. Para que ninguém me considere uma anoréxica eu fiz o calculo do meu IMC (Índice de Massa Corporal) antes e depois.

Cálculo do IMC
Para fazer o cálculo do IMC é muito fácil, basta dividir seu peso em quilogramas pela sua altura ao quadrado (em metros) e depois comparar o resultado aos valores da tabela IMC. Vejam o meu caso abaixo:

Meu peso normal, antes de engordar.
Meu peso = 52
Minha altura = 1,53
IMC = 52 ÷ 1,53²
IMC = 52 ÷ 2,34
IMC = 22,2

Meu peso máximo até o inicio do tratamento.
Meu peso = 63,5
Minha altura = 1,53
IMC = 63,5 ÷ 1,53²
IMC = 63,5 ÷ 2,34
IMC = 27,1

Tabela IMC
Abaixo de 18,5 Você está abaixo do peso ideal
Entre 18,5 e 24,9 Você está em seu peso normal
Entre 25,0 e 29,9 Você está acima de seu peso (sobrepeso)
Entre 30,0 e 34,9 Obesidade grau I
Entre 35,0 e 39,9 Obesidade grau II
40,0 e acima Obesidade grau III

Como vocês podem ver pela tabela, antes eu tinha um peso considerado normal e depois de engordar os onze quilos passei para o sobrepeso e eu sabia que isso não era bom. Eu já estava perdendo o controle da situação e sabia que em pouco tempo poderia me tornar uma pessoa obesa porque eu não parava de engordar.

Obesidade grau l !!!
IMC = 70,5 ÷ 1,53²
IMC = 70,5 ÷ 2,34
IMC = 30,1

Para que eu entrasse na faixa do primeiro grau de obesidade bastaria que eu chegasse aos setenta quilos, isso quer dizer que se eu engordasse mais sete quilos eu já seria considerada obesa e daí em diante seria cada vez mais difícil voltar ao meu peso normal.
Para mim era muito difícil estar neste estado. Desde que comecei a engordar fui perdendo as minhas roupas e eu me recusava a me desfazer delas porque nunca me conformei com esta situação. Meu guarda-roupa estava lotado de coisas que não podia vestir e eu usava um cantinho do lado direito onde eu colocava o que tinha para usar. Era muito triste para mim, abrir o guarda-roupa e vê-lo lotado de roupas que eu adorava e que não me serviam mais. Isso era uma tortura? Claro que sim. Eu sentia essa tortura principalmente nos finais de semana, mas essa agonia ajudava a reforçar a necessidade que eu sentia de voltar ao normal. Era terrível quando eu tinha algum compromisso importante ou quando simplesmente queria sair mais bonita para ir ao cinema ou qualquer outra coisa. Eu separava a roupa e quando ia me vestia percebia que não estava vestindo bem porque já tinha engordado mais um pouco, nestas horas eu ficava desesperada, mal humorada, chorava e perdia toda a vontade de sair.
A depressão deve ter sido a responsável pelo meu aumento de peso. Eu não tinha vontade de sair de casa para nada, tornei-me sedentária, não conseguia mais subir uma ladeirinha sem me sentir cansada e tinha dificuldade em andar rápido, não tinha vontade de cuidar de mim e muito menos da casa, perdi toda a vaidade que sempre tive e quase não me olhava mais no espelho, ela mexeu com a minha libido também porque perdi a vontade de namorar, eu me sentia muito infeliz, sentia muita tristeza, só tinha vontade de ficar deitada, dormia muito e chorava muito também.
Eu procurava disfarçar este problema na frente de outras pessoas, porque sabia que existe o preconceito em relação à depressão. As pessoas não conseguem entender o que sentimos e se tentamos explicar, muitas podem pensar que estamos mentindo ou exagerando. Se vocês me perguntarem por que eu tenho depressão, porque me sinto deprimida, porque não tenho vontade para nada eu não vou saber explicar, eu já me perguntei isso milhares de vezes e não encontrei a resposta. Nas piores fases já cheguei ao ponto de sentir vontade de morrer, não digo de me matar porque acho que não tenho coragem para tanto. O que uma pessoa deprimida sente é muito ruim, pode ser o dia mais lindo do ano com um sol maravilhoso, mas continuamos a ver tudo cinza e sem graça. Gostaria muito que parentes e amigos de pessoas deprimidas lessem isso para despertar nelas a vontade de tentar entender um pouco melhor as atitudes de um deprimido e para que não o julguem mais.
Agora que estou em tratamento os piores sintomas da depressão já melhoraram muito, mas no momento, o que está tendo um efeito maravilhoso sobre a minha pessoa é o fato de estar emagrecendo, de estar voltando ao normal e de estar recuperando o aspecto que eu tinha antes. Imaginem a minha alegria quando tive a idéia de experimentar pela primeira vez uma daquelas calças que não me servia mais e constatar que poderia usá-la. Eu não usava esta roupa desde 2002 e fiquei super feliz quando me vi no espelho sem aquela barriga horrorosa e aqueles pneus detonantes em volta da cintura.
Algumas vezes eu me pergunto por que tem que existir coisas tão terríveis como a depressão que leva a pessoa para o fundo do poço, o câncer que até hoje continua sendo um tabu porque alguns ainda são fatais, a fibromialgia que causa tanta dor, o transtorno bipolar que é mil vezes pior que a depressão e muitas outras doenças terríveis. Por quê? Para que? Dizem que os problemas fazem de você uma pessoa melhor. Em que a depressão e a fibromialgia estão me tornando uma pessoa melhor? Só porque estou aprendendo a me conhecendo melhor vou me tornar uma pessoa melhor? O fato de estar me conhecendo melhor só traz benefícios para mim. Acho que estas perguntas vão ficar sem respostas.
O texto acima é de minha autoria.

Este site calcula o seu IMC

A tabela de IMC pode ser encontrada em diversos sites sobre saúde e dieta.

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O que é IMC
O Índice de Massa Corporal (IMC) é um método para avaliação de peso.
É aceito e adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas não deve ser usado para avaliar o peso de crianças, idosos e pessoas musculosas.
O IMC tem critérios diferenciados para avaliação de alguns grupos étnicos, como por exemplo, os asiáticos.
O IMC é um método preliminar para avaliação de peso, mas se o médico achar necessário deve ser feitos outros exames para complementar.

12 julho 2009

Depressão e fibromialgia


Aqui vai um alerta!
Observe esta lista de episódios que aconteceram comigo, eles foram surgindo aos poucos, e cada problema foi causado pelo anterior! Uma verdadeira bola de neve.
- Depressão
- Sedentarismo
- Aumento de peso
- Síndrome da Fibromialgia
- Menopausa
- Osteoporose

Leia meu depoimento e permaneça alerta. Preste mais atenção as suas sensações e ao seu corpo, e zele também por seus familiares e amigos!
Tenho depressão desde que tinha mais ou menos 35 anos. Era uma depressão leve que não me incomodava muito por isso não me preocupei em tratar. A sete anos atrás, quando parei de trabalhar, ela passou a piorar e não procurei tratamento.
A piora da depressão causou em mim muitos sintomas desagradáveis como o desânimo, tristeza sem motivo acompanhada de muito choro, indisposição, muito sono, infelicidade, vontade de sumir (morrer), isolamento, sensação se inutilidade e apatia. Os dias perderam o colorido e a vida ficou cinza e sem graça.
Todos esses sintomas me levaram a inatividade e tornei-me uma pessoa sedentária, o que causou um aumento de peso, problema terrível responsável por abalar as estruturas de qualquer mulher. No total engordei dez quilos, o que é muito para uma pessoa de estatura baixa. Isso ajudou a aumentar ainda mais minha infelicidade porque sempre fui muito vaidosa e não consegui mais voltar ao meu peso ideal com o qual me sentia bem, bonita e disposta.
A depressão, o sedentarismo e o estresse me levaram a desenvolver a Síndrome da Fibromialgia, alem dos sintomas desagradáveis da depressão, passei a sentir as dores terríveis causadas pela fibromialgia, passei quatro anos com as dores antes de descobrir essa síndrome.
Como conseqüência de tudo isso, estou apresentando uma menopausa precoce, estou com 47 anos e nas mulheres da minha família ela veio mais tarde.
A menopausa precoce não me abalou, o que me deixou surpresa e preocupada foi o surgimento de uma futura osteoporose. O exame de densitometria óssea mostrou que estou a um passinho dela, tenho que me cuidar rápido porque sou branquinha o que aumenta mais as chances de desenvolver o problema. No meu caso, o que está me levando em direção à osteoporose é o sedentarismo, a fibromialgia e a menopausa.
Agora tenho que resolver a questão da reposição hormonal que soluciona ou retarda a osteoporose, mas que pode causar outros problemas e o mais grave deles é o câncer. Vou conversar com todos os médicos que estão me acompanhando para ver qual a opinião de cada um, também vou ler mais a respeito para depois tomar alguma decisão.
Pelo que andei lendo, é como uma faca de dois gumes, ou você fica bem, bonita, feliz, e retarda o envelhecimento, mas corre o risco de desenvolver outras doenças; ou você envelhece, sente-se cansada, perde a libido, se deteriora mais rápido, convive com a osteoporose, mas não corre o risco de desenvolver o câncer, que é uma doença que ainda assusta muito.
Por conta de tudo isso, digo a todos vocês para não seguirem meu exemplo. Não façam como eu que esperei chegar ao fundo do poço para depois procurar ajuda e tratamento.
Desejo a todos, muita saúde, porque o restante a gente sempre resolve.
O texto acima é de minha autoria.
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02 julho 2009

Depressão

Hoje estou com vontade de falar sobre a minha depressão e vocês vão notar que estou bem tagarela, é que tenho muito a dizer desta vez.

Depois da minha historinha estou postando alguma informação sobre esta doença e futuramente farei outras postagens a respeito, por isso não deixem de visitar este blog.

Alem de desabafar um pouquinho, também quero servir de exemplo e de alerta para todos aqueles que sofrem desse mal.

Minha depressão começou lentamente, foi piorando com o passar dos anos e só comecei a me tratar quando já tinha sido muito afetada psicologicamente, emocionalmente e fisicamente.

O primeiro antidepressivo que tomei não deu muito certo, talvez porque não foi receitado por um psiquiatra e sim pelo ginecologista que me atendia na época. Sentindo que não estava dando muito certo simplesmente parei de tomar a medicação e não voltei ao médico.

Essa depressão não tratada, juntamente com o estresse que enfrentava, me levou a adquirir um outro problema igualmente terrível que é a fibromialgia, uma síndrome que causa inúmeros sintomas desagradáveis e os piores são as dores quase insuportáveis.

Comecei o tratamento da fibromialgia em um centro de dor onde sou atendida por uma equipe de médicos maravilhosa! O primeiro remédio que me foi receitado agiria sobre a dor e também me faria dormir melhor, o que eu não sabia é que, além disso, ele é um antidepressivo também. Com o passar do tempo notei que ele estava me causando mais sono e ao invés de voltar ao médico, parei de tomá-lo por conta própria. A conseqüência disso foi que a minha depressão começou a voltar e de forma muito pior. Eu estava voltando a ficar chorona, muito sensível e pensando em morrer. Nunca cheguei a pensar em me matar, acho que isso só não aconteceu porque não tenho coragem para tanto, mas já cheguei a pensar em como faria isso se tivesse essa coragem.

Quando passei por uma consulta com uma das médicas da equipe que me atende, ela me alertou de que eu não deveria ter parado de tomar a medicação porque é um antidepressivo. Depois disso voltei a tomar o remédio e já começo a me sentir melhor novamente.

Nesta minha recaída pude notar que a depressão voltou com força total! Fiquei tão fragilizada, que dois dias depois de ter passado por uma situação que me deixou bastante nervosa e muito magoada eu fui parar no pronto socorro. Neste dia eu já tinha chorado bastante e comecei a me sentir mal, tomei um copo de água com açúcar e fiquei com muito medo de estar tendo um AVC ou coisa parecida porque eu estava sentindo o lado esquerdo do rosto e parte do couro cabeludo, meio adormecidos. Corri para o pronto socorro e o clinico que me atendeu concluiu que eu estava com sintomas de estresse, fui medicada com um calmante e liberada depois de um tempinho.

Eu que sempre fui uma pessoa muito calma, tranqüila e admirada por essas qualidades, agora me tornei ansiosa e tensa. Nunca pensei que algum dia eu fosse parar no pronto socorro por causa de estresse. O que eu mais gostaria neste momento é de não estar me sentindo tão fragilizada e exaurida.

Aqui vai meu alerta para as pessoas com depressão, não deixem de cuidar do problema, façam isso o quanto antes e nunca abandonem o tratamento porque as conseqüências vão desde as sensações mais desagradáveis, assim como a aquisição de outras doenças graves ou incapacitantes como a fibromialgia, por exemplo, ou até o suicídio que é a pior.

Nunca esperem compreensão e solidariedade de parentes e amigos porque as pessoas que não sofrem deste problema são incapazes e nem tem condições de sequer, de imaginar o que é isso, muito menos conseguir entender o que estamos sentindo!

Portanto, corram com as próprias pernas e procurem aprender a lidar com a incompreensão alheia que aparece sempre nos nossos piores momentos, sempre quando estamos no auge da nossa fragilidade. Não sinta raiva e tente não ficar magoado o que é bem difícil porque ela vem sempre das pessoas que estão mais próximas a nós e pelas quais temos sentimentos mais fortes.

É como diz aquela célebre frase: “Perdoa-lhes! Pois eles não sabem o que fazem!” Passando por tudo isso, também podemos aprender a nunca julgar as outras pessoas porque elas são as únicas capazes de saber onde e como dói!


O lugar onde certamente você encontrará a compreensão, será nos consultórios com os médicos que irão lhe atender. Estes sim, são nossos verdadeiros anjos de branco e nossos salvadores!

Depois de lerem as minhas palavras, a maioria das pessoas que não tem depressão irão pensar: Nossa! Como ela é fatalista!
Sem problemas! Não me incomodo! Fico aqui desejando que elas nunca tenham que passar por tudo isso algum dia nas suas vidas!
O texto acima é de minha autoria.


Para as pessoas que ainda não encontraram um lugar adequado para se tratarem, eu sugiro, como opção, o Centro de Dor Hospital 9 de Julho é lá que eu estou me tratando da fibromialgia e também da depressão.


http://www.centrodedor.com.br/
http://centrodedoreneurocirurgia.blogspot.com/



Se acaso passarem por aqui, deixo a todos do Centro de Dor, médicos, atendentes, todo mundo, os meus agradecimentos por tudo e um grande abraço!!!

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Depressão: Definição
Depressão é o nome atribuído a um conjunto de alterações comportamentais, emocionais e de pensamento, tais como, afastamento do convívio social, perda de interesse nas atividades profissionais, acadêmicas e lúdicas, perda do prazer nas relações interpessoais, sentimento de culpa ou autodepreciação, baixa auto-estima, desesperança, apetite e sono alterados, sensação de falta de energia e dificuldade de concentração. Tais alterações tornando-se crônicas trazem prejuízos significativos em várias áreas da vida de uma pessoa. Aquele que está deprimido vê o mundo de forma diferente, sente a realidade de forma diferente e manifesta suas emoções de uma forma diferente.

Não é um simples estado de tristeza, de “estar na fossa” ou de baixo astral. É um estado corporal indesejável e constante, acompanhado de mudanças comportamentais que independem da vontade daquele que os experiencia. E algo extremamente preocupante é a alta correlação entre depressão e suicídio.


Ao contrário do que se pensa, a depressão é muito freqüente e, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, afeta 121 milhões de pessoas em todo o mundo.


Estas e outras informações vocês podem encontrar neste site:

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